A Arte de Pedir – 10 lições que ninguém nos conta quando decidimos ser escritores

A

Em uma madrugada insone, peguei meu kindle e busquei algum livro, sem saber muito bem o que queria ler. Depois de passear pelos títulos da minha biblioteca, escolhi o livro A Arte de Pedir, escrito pela musicista Amanda Palmer. Amanda ganhou notoriedade mundial após o seu TED homônimo.

Confesso que tinha um sério preconceito com o livro. Com esse título, o conteúdo não devia passar de uma autoajuda disfarçada de bondade.

Mal atingi os 2% de leitura para morder a língua: aquilo era tudo o que eu precisava ouvir!

Amanda Palmer é uma musicista que se entrega à arte e encara tudo o que faz como trabalho – desde um tweet até um mega show num estádio lotado.

Pensamentos como “isso não dá dinheiro” ou ainda “faço isso como diversão, meu trabalho de verdade é outro” não a impedem de encarar suas tarefas artísticas como um verdadeira trabalho.

Além disso, Amanda Palmer começou a reunir sua base de fãs nos moldes colaborativos muito antes das redes sociais e do financiamento coletivo – o que faz o relato dela ainda mais interessante.

Depois de juntar mais de um milhão de dólares no Kickstarter mesmo sendo uma musicista pouco conhecida, Amanda chamou a atenção da mídia.

Mas, ao contrário do que poderia ser, ela não baseia seu relato nessa conquista isolada: ela prefere contar como construiu sua carreira na base da confiança.

O livro não é separado em capítulos nem tem o objetivo de ser um manual – eu o considero uma leitura mais zen, da qual você apreende o que a Amanda quer dizer.

Selecionei 10 pequenas lições que buscarei incorporar na minha vida como escritora – e espero que você possa incorpora-las na sua carreira também.

Ao longo do artigo, inseri também alguns trechos do livro que te ajudarão a compreender melhor o que a Amanda diz quando fala sobre a arte de pedir.

10 lições que aprendi com o livro A Arte de Pedir

1. Procure não se isolar do mundo

Para muitos escritores, essa é uma das lições mais difíceis de aplicar.

Em geral, escritores gostam de ficar sozinhos com seus pensamentos durante horas – às vezes dias – e esquecem que existe um mundo lá fora à espera deles.

E os leitores fazem parte desse mundo.

Além disso, um escritor sem vivência é como uma casca vazia – cheio de ideias, mas sem conteúdo.

Tire um tempo para sair de casa e viver novas experiências. Observe as pessoas, fale e se importe com os outros. Procure não ficar tão preso nos seus pensamentos.

Temos uma relação complicada com os artistas. Por um lado, os artistas são aplaudidos pelas obras de arte que inspiram respeito e mudam nossa vida, mas ao mesmo tempo são vistos com desconfiança, desdém e outros sentimentos do tipo VAI TRABALHAR. (…) Não admira que tantos artistas cedam sob a pressão, enlouqueçam, consumam drogas, se matem ou troquem de nome e se mudem para algum refúgio numa ilha distante.

Amanda Palmer em A Arte de Pedir

2. Desenvolva laços com seus leitores

De mãos dadas com a exploração do mundo está o contato com as pessoas. Os leitores são seres viventes que gostam de conversar, trocar ideias e compartilhar momentos com os artistas.

Por isso, ter um posicionamento unilateral do tipo “tenho esse trabalho a oferecer, apenas me sigam” pode não ser uma boa opção.

Se você já fez alguma campanha de financiamento coletivo, deve ter percebido que quem apoiou o seu projeto tem algum envolvimento afetivo com ele – seus familiares, amigos ou leitores que curtem o seu trabalho.

E quanto mais pessoas encantadas pela ideia, maiores as chances de viabilizar o projeto.

Como escritor, você precisa criar laços com as pessoas e não apenas reunir muitos seguidores nas redes sociais.

Mesmo que o foco do trabalho não seja ficar comentando e curtindo postagens dos outros, demonstrar que você se importa com a sua base de leitores tanto quanto ela se importa com você te dará pontos positivos na hora de colher os frutos do seu trabalho.

É o seguinte: todo mundo parte de alguma carência. Queremos que nos vejam, nos entendam, nos aceitem, se conectem com a gente. Todos nós queremos que acreditem na gente. A única coisa é que os artistas costumam ser mais… veementes a respeito disso.

Amanda Palmer em A Arte de Pedir

3. A Patrulha da Fraude está dentro da sua cabeça

Foram poucas as vezes na vida que li algo em um livro que fosse tão igual ao que eu pensava. A reflexão de Amanda Palmer sobre a Patrulha da Fraude é uma delas.

A Patrulha da Fraude nada mais é do que voz que fica repetindo na sua cabeça que você não é capaz de fazer o que faz por não ter validação para isso.

O que é necessário para ser escritor? Uma formação? Receber prêmios? Ser publicado por uma grande editora? Para Amanda, não é nada disso: você diz que é escritor e pronto. Simples assim.

O que ela chama de Patrulha da Fraude é a Síndrome do Impostor – que ela mesma identifica no livro. Não importa o que as pessoas acometidas por essa síndrome façam, elas nunca se acharão merecedoras das conquistas que tiveram.

Portanto, toda vez que você pensar “eu devia estar trabalhando”, “escrever não é trabalho” ou “só serei um escritor quanto for reconhecido”, deixe passar e volte a escrever.

Durante toda a vida, tive dificuldade em me sentir real. Até  pouco  tempo  atrás,  eu  não  sabia  como  esse  sentimento  é  absolutamente  universal. (…) Quem trabalha com artes luta diariamente contra  A  Patrulha  da  Fraude,  pois  nosso trabalho em grande parte é novo e escapa a categorias prontas ou convencionais. Quando se é artista, ninguém te  diz  como  ou  bate  com  a  varinha  mágica  da  legitimidade.  É você  que bate na própria cabeça com uma varinha que você mesmo fez. E você se sente um idiota ao fazer isso. Não existe o “caminho certo” para se tornar artista de verdade. Você pode achar que vai ganhar legitimidade se fizer um curso de artes, se for publicado, se for contratado por uma gravadora. Mas tudo isso é conversa mole e está só na sua cabeça. Você é artista quando diz que é.  E  é  um  bom  artista  quando  faz  outra  pessoa  sentir  ou  vivenciar  algo  profundo  ou inesperado.

Amanda Palmer em A Arte de Pedir

4. Aceite ajuda de quem quer que seja

Aceitar ajuda envolve negar valores amarrados em nossa sociedade, como a figura do trabalhador bem-sucedido e da independência.

Além disso, é complicado lidar com os nossos egos quando somos artistas; não queremos ter que ficar pedindo, queremos que as pessoas paguem por livre e espontânea vontade pelo nosso trabalho.

Mas a questão apontada pela Amanda é: e por que negar ajuda?

Se os seus pais ou outros parentes podem ajudar, aceite.

Se alguns leitores se dispõem doar algum dinheiro, aceite.

Se você for na rua declamar suas poesias e alguém te der dinheiro, aceite.

Pare de encarar isso como um coitadismo, como se fosse a sua única saída na vida.

Esse é o seu trabalho. Seja grato porque as pessoas querem te dar dinheiro para que você continue escrevendo e criando.

Todo mundo tem acesso a diversas ferramentas, pessoas, recursos, situações, oportunidades. Você é privilegiado a ponto de ter uma família que pode emprestar grana para seu primeiro álbum? ACEITE. Você tem um amigo com uma cabana na praia que está oferecendo um lugar sossegado para você escrever? ACEITE. Realmente não há honra nenhuma em provar que você pode carregar sozinho todo o peso nas costas. É algo… solitário.

Amanda Palmer em A Arte de Pedir

5. Existem pessoas que gostam de ajudar artistas

Sim, elas existem. Essa lição eu aprendi muito antes de ler o livro A Arte de Pedir.

Depois de promover seis campanhas de financiamento coletivo, eu já tive a oportunidade de encontrar várias pessoas que gostam de apoiar trabalhos artísticos.

E tudo o que elas pedem em troca é uma relação humana de confiança.

No entanto, a partir do momento que a relação de confiança entre artista-público é quebrada, o círculo de leitores é comprometido.

Se uma pessoa apoia o seu trabalho e você deixa de entregar o que prometeu a ela, a probabilidade de você ter perdido um integrante da sua base é muito grande.

Portanto, ao invés de ter vergonha de pedir, comprometa-se com os seus leitores; eles se sentirão satisfeitos em te ajudar e fazer parte da sua jornada.

Eu  queria  dizer  a  eles  que  se  envergonhar  e  se  desculpar  não  só  era  desnecessário,  como também contraproducente. Queria dizer que, na verdade, muita gente adorava de paixão ajudar artistas. Que não era uma coisa unilateral. Que os artistas profissionais e o público que os apoia são duas partes fundamentais  num  ecossistema  complexo.  Que  a  vergonha  polui  um  ambiente  de  pedir  / dar que prospera na base da confiança e da disponibilidade. Queria conseguir oferecer a eles uma espécie de permissão cósmica, universal, para pararem de se desculpar tanto, pararem de se martirizar, pararem de se justificar e, pelo amor de deus… só PEDIREM.

Amanda Palmer em A Arte de Pedir

6. Valorize a sua base, independente do tamanho

Uma das atitudes mais complexas de ser escritor é manter-se motivado ante as adversidades.

E um dos maiores obstáculos é quando pensamos que o nosso trabalho não recebe o devido reconhecimento por parte do público.

Em outras palavras, quando a base de leitores é menor do que esperávamos.

Quando pensamos em redes sociais e sucesso, logo achamos que para ser bem-sucedido como escritor é preciso ter perfis lotados de seguidores, todos engajados comentadores do nosso trabalho.

Eis a Patrulha da Fraude atuando mais uma vez.

Para Amanda, na arte de pedir a lógica é simples: se sua base é composta por 5 leitores, trate-os como se fossem 50 mil, porque, dentre milhões de pessoas, esses 5 leitores escolheram acompanhar o seu trabalho.

Você deve estar pensando: esse é um grande desafio. E eu concordo com você.

Mas sério, não desanime. Seja forte, resiliente. Estude, pesquise, procure sempre dar o seu melhor.

Mas nunca teria conhecido se não tivesse ficado todas as noites na mesa de autógrafos; eu poderia ter passado anos com medo. E, quando a gente tem medo do julgamento dos outros, não dá para se conectar com eles. Ficamos preocupados demais com a tarefa de causar uma boa impressão.

Amanda Palmer em A Arte de Pedir

7. Deixe seus leitores informados sobre o andamento dos seus projetos

Agora que você tem leitores e decidiu pedir dinheiro para manter o seu projeto no ar, faça duas coisas: comemore e se comprometa.

É nesse ponto que o tratamento humano, a confiança e a resiliência convergem.

Se você tem dois leitores que acreditam tanto no seu trabalho a ponto de te dar dinheiro, valorize isso. Seja grato e entregue o que você prometeu.

Mas e quando o apocalipse dos boletos chegar e eu não conseguir entregar o que prometi?, você deve estar se perguntando.

Nesse caso, seja sincero. Conte para o seu público o que aconteceu. Não quebre a relação de confiança.

Dito isso, tenho uma observação pessoal: o mais sensato a se fazer é uma autoanalise.

Antes de colocar o seu projeto no ar, pergunte-se se será capaz de manter o comprometimento com a proposta. Responda e espere alguns dias, faça testes.

Só depois que se sentir seguro, dê o próximo passo.

Como eu, como Sam e milhares de artistas da nova geração da internet, Kim mantém uma comunicação diária com os fãs. O acordo atual com seus duzentos apoiadores funciona porque ela compartilha seu processo de criação musical, bem como os dias ruins e as dores de cabeça. Os fãs confiam nas decisões dela. Quando Kim posta uma foto num vestido vintage recém-comprado, ninguém dá bronca por ela estar gastando com coisas que não sejam pedais eletrônicos. O dinheiro dos fãs não é uma “mesada”, condicionada a critérios rígidos e intrometidos. É uma dádiva, em forma de dinheiro, em troca da dádiva dela, em forma de música. Os valores relativos são meio bagunçados, mas, se aceitarmos a bagunça, fica tudo bem.

Amanda Palmer em A Arte de Pedir

8. Momentos de aperto sempre existirão

Grana curta, críticas ferrenhas, problemas familiares, dúvidas e mais dúvidas sobre qual caminho seguir.

Ninguém consegue escapar dos infortúnios da vida.

Apesar da Amanda não falar com todas as palavras, é perceptível que, apesar dela ter passado vários apertos, nunca deixou de seguir o seu caminho.

Ela pode ter se abatido um pouco com os relacionamentos ruins, o aborto forçado ou a doença do grande amigo; mas em seu relato ela transparece uma resiliência invejável.

E o mais importante: ela não culpa ninguém pelos perrengues da vida.

É muito, mas muito fácil mesmo, arranjarmos desculpas do tipo “se eu tivesse tais oportunidades, estaria melhor”, ou ainda “se ISSO não tivesse acontecido, eu teria conseguido atingir AQUILO”.

Acreditar nisso é uma grande ilusão.

Ter todo o dinheiro do mundo não te transforma automaticamente um grande escritor.

Ter boas oportunidades na vida, seja entrar na melhor faculdade, morar no melhor país, etc, não tornam você mais apto a fazer qualquer coisa.

A verdade é que tudo dá trabalho. O que nos confunde mesmo, como escritores, é que não há uma cartilha de “como tornar-se um cânone” como em outras áreas.

Junte a falta de chão com as recompensas mínimas antes as adversidades da vida. Fica fácil desistir.

Mas não desista.  

Brené Brown escreve o seguinte: Num estudo de 2011, financiado pelo Instituto Nacional de Abuso de Drogas, os pesquisadores descobriram que, no que se refere ao cérebro, a dor física e experiências intensas de rejeição social provocam o mesmo sofrimento (…) Os avanços da neurociência confirmam o que sempre soubemos: as emoções podem ferir e causar dor. E assim como muitas vezes nos atrapalhamos em definir a dor física, descrever a dor emocional também é difícil. A vergonha é especialmente difícil porque detesta vir acompanhada de palavras. Ela detesta ser enunciada.

Amanda Palmer em A Arte de Pedir

9. Primeiro construa a sua base de fãs, depois comece a pedir

Eis outro aspecto que Amanda não fala diretamente, mas que é essencial para o sucesso de quem quer viver de arte: construa sua base de fãs antes de sair pedindo.

Ela pediu de muitas formas – como estátua viva, como stripper e como musicista. O que ela percebeu em sua jornada é que a arte de pedir faz parte da vida.

Pedimos a todo momento, seja um favor, uma ajuda, um trabalho, uma resposta, uma atenção. Ninguém escapa.

O que chama atenção no caso da Amanda é que ela não tem vergonha de pedir. E isso fez com que ela construísse uma base de fãs espalhados pelo mundo inteiro.

Ela pediu de tudo a eles: sofás para dormir, caronas, instrumentos emprestados. Sem dinheiro para pagar a todos, ela dava atenção, um ombro amigo, ingressos para shows, cervejas e pizzas.

O fato de ela não pedir dinheiro logo de cara criou esse ar de comunidade, de pessoas que se ajudam.

Só depois de muitos anos de estrada – de oito a dez anos, não fica claro no livro – é que a Amanda montou uma campanha no Kickstarter e pediu dinheiro de verdade para os seus fãs.

Independente se você fará ou não como ela, a lição é válida: é preciso envolver os seus leitores, tal qual uma comunidade, antes de pedir.

Artistas conectam os pontos — não precisamos interpretar as linhas entre eles. Simplesmente as traçamos e então apresentamos nossas conexões ao mundo como um presente, que pode ser aceito ou recusado. Isso É o gesto artístico, realizado diariamente por muitas pessoas que nem sequer pensam em se dizer artistas. E aí algumas são doidas a ponto de achar que podem viver disso. (…) POR FAVOR, ACREDITEM EM MIM. Ria pensando em todos os artistas que conheci — todos os escritores, todos os atores, todos os cineastas, todos os malucos ensandecidos que decidiram abrir mão de uma vida com salário previsível, ascensão na carreira e declaração de imposto de renda muito simples, e preferiram ganhar a vida tentando de certa forma revirar do avesso seus processos mentais de conectar os pontos e mostrar os resultados ao mundo — e que tudo isso, talvez, se resumisse a uma coisa só: ACREDITEM EM MIM. Acreditem em mim. Sou real.

Amanda Palmer em A Arte de Pedir

10. Pedir e mendigar são coisas diferentes

Sim, mais uma vez a Patrulha da Fraude aparece. Sair pedindo “me ajude a continuar meu trabalho” se parece muito com o tiozinho do sinaleiro.

Preciso ser autossuficiente. Preciso ser responsável e achar um emprego de verdade.

Mas o que a Amanda nos mostra é que a arte tem o seu espaço na sociedade. E é tão trabalho como qualquer outra função.

A partir do momento que você, como escritor, mantem uma relação de confiança com seus leitores e doa algo em troca do dinheiro que recebe, você está conectado a eles.

Perceba: doação, conexão, confiança.

Mendigar é medo e vergonha. Pedir é coragem e doação.

Ainda não se convenceu? Ninguém melhor do que a própria Amanda para falar sobre isso.

Qual era a diferença entre pedir e mendigar? Muitas pessoas contaram suas experiências com os artistas de rua das suas cidades: elas viam a gorjeta no chapéu não como esmola, mas como pagamento por um serviço. Se pedir é uma colaboração, mendigar é uma solicitação menos conectada: o ato de mendigar não é capaz de fornecer um valor a quem doa; por definição, não oferece nenhuma troca.

Amanda Palmer em A Arte de Pedir

Seja sem-vergonha na hora de pedir

Se depois de toda a nossa conversa você chegou ate’aqui, muito obrigada! Espero que minhas observações sobre o livrotenham te ajudado de alguma forma.

Se você é escritor e faz um bom trabalho, peça sem medo.

Como mencionei na postagem anterior, a leitura de A Arte de Pedir me deixou mais sem-vergonha: agora peço sem pudor.

Minha vida é escrever. Desenvolvo o site Oficina de Escrita desde 2017 e, de lá pra cá, tenho recebido cada vez mais visitantes em busca de exercícios e dicas de escrita criativa.

Além disso, tenho livros publicados e ministro cursos de Criação Literária e Roteiro para Histórias em Quadrinhos.

Se você acompanha e gosta do meu trabalho, peço que faça uma doação espontânea no valor que puder. Basta clicar neste link ou no botão abaixo, ir ao PagSeguro e escolher o valor.

Sem pressão. Só amor.

Sobre o autor

Mylle Silva

Mylle Silva é escritora, roteirista e professora de Escrita Criativa. Graduou-se em Comunicação Social pela PUCPR e dedica-se à escrita desde que se conhece por gente. Publicou o livro de contos A Sala de Banho (2014) e é roteirista das histórias em quadrinhos A Samurai (2015), A Samurai: Yorimichi (2016) e A Samurai: Primeira Batalha (2017).

Deixe o seu comentário

Deixe uma reflexão

Mylle Silva

Mylle Silva é escritora, roteirista e professora de Escrita Criativa. Graduou-se em Comunicação Social pela PUCPR e dedica-se à escrita desde que se conhece por gente. Publicou o livro de contos A Sala de Banho (2014) e é roteirista das histórias em quadrinhos A Samurai (2015), A Samurai: Yorimichi (2016) e A Samurai: Primeira Batalha (2017).